Remonta a 1742 o complexo histórico da FONTE LIMPA, uma das principais fazendas coloniais do Alto Vale do Piranga. A região, constituída de terras ubérrimas, tornou-se no século XVIII o principal celeiro de víveres para as vizinhas minas auríferas de Itaverava, Mariana (Ribeirão do Carmo) e Ouro Preto (Vila Rica), descobertas, respectivamente em 1694, 1696 e 1698. Por ela se estabeleceram também diversas rotas alternativas e paralelas à Estrada Real. Por tudo isso, prosperaram enormemente as fazendas do vale, assim como seus arraiais, cuja estagnação a partir do século XIX trouxe-os até nossos dias numa incrível preservação de época, não somente do ponto de vista histórico como também ecológico, uma vez que ali não houve a instalação de fábricas, usinas e grandes conglomerados urbanos típicos do século XX: esta manteve-se às margens da BR-040, isolada do vale pelo maciço da Serra do Espinhaço. A Fazenda FONTE LIMPA passou a pertencer à família atual em 1838. Os 150 anos seguintes foram também de extraordinária prosperidade, quando a produção em larga escala alastrou-se por todos os seus segmentos, de derivados múltiplos da cana-de-açúcar até a pecuária extensiva, cavalos de corrida, ovos, aves, lã, frutas, mel, cereais, etc. Em 1995 a Fazenda foi declarada Monumento Histórico e Artístico tombado pelo Estado de Minas Gerais, distinção somente concedida a seis outras fazendas em todo o território mineiro. Em 1997, finalmente, foram abertas suas portas como Hospedaria Rural, sendo a ela agregados os confortos próprios de nossa época, paralelamente à completa conservação de seus traços arquitetônicos originais.
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